
Após as informações prestadas na Sessão desta quinta-feira (22) pelo presidente da Câmara
Municipal, vereador Albano Fonseca, esclarecendo que a avaliação realizada pelo SUS
nos municípios, e amplamente divulgada, refere-se aos períodos 2007, 2008 e 2009, não contemplando, portanto, a gestão
atual da “saúde” mangabeirense, fica mais fácil compreender o comentário abaixo,
enviado por um leitor.
"O município de Governador Mangabeira parece ter duas verdades:
a que foi apresentada para avaliação do SUS e, a que de fato assiste aos
munícipes e que infelizmente não chega nem ao terceiro lugar que recebeu na
avaliação.
Imaginem vocês a situação: uma determinada paciente passou por
um procedimento cirúrgico gravíssimo do qual foram retiradas amostras de órgãos
para análise anatomopatológica com a finalidade não só diagnóstica, mas
principalmente para delinear a sequência do tratamento. O que acontece: em
contato com a Secretaria de Saúde do município, obteve-se a informação de que esta
encaminharia o pedido de exame, a família levou toda a documentação e o material
a serem encaminhados, agora após um mês veio a resposta de que o exame só pode
ser particular, ou seja, ao invés de receber o resultado, a paciente vai ter
que pagar pelo exame e aguardar mais trinta dias para receber o resultado. Isso
significa um total de 60 dias sem prognóstico definitivo.
Quando questionada sobre a situação, a responsável informou
que a “culpa” foi do setor em SSA que reteve o exame e só agora informou que
não tinha cobertura para realizá-lo.
Na verdade a irresponsabilidade é de ambas as partes, tendo em
vista que no setor responsável no mínimo deveria existir uma relação com o nome
dos exames que podem ser feitos através da Secretaria de Saúde.
A vida das pessoas não pode ser utilizada como joguete,
principalmente quando se trata da saúde. Será que dos responsáveis envolvidos
alguém tem noção do quão gravemente esse caso pode ainda se desfechar? E se
amostra não servir mais? O que vai ser feito? Porque esse não foi um simples
parasitológico de fezes que pode ser feito todo dia, foram amostras
provenientes de ato cirúrgico e possivelmente a paciente teria que ser
reabordada (passar por cirurgia novamente). E o tempo que a paciente está sem
tratamento, é possível de ser avaliado o prejuízo? Mas não é preciso pensar em
nada disso, afinal pimenta só arde nos olhos dos outros, não é mesmo?
Quando se assume um cargo, seja ele qual for, é preciso fazer
o possível pra ser bom no que se faz, não da pra ser mais ou menos. Mas como se
diz por aí:
“Quem nasceu pra ser lagartixa, nunca chega a ser jacaré”.
E segue balançando a cabeça o tempo todo: “sim senhor, senhor”,
e mais nada."