A reunião do Partido dos Trabalhadores de Governador Mangabeira, ocorrida no último sábado, causou um grande reboliço, frisson, alvoroço, polêmica, ou que mais se possa imaginar, no meio político da cidade. Tudo isso por que o partido, que faz parte da base aliada do governo municipal, reuniu sua cúpula para oficializar o convite a um pretenso candidato no pleito de 2012, o que gerou uma ciumeira danada no grupo político “liderado” pela prefeita.
Ora, é necessário compreender que o apoio à base governista não pode ser sinônimo de subserviência. Qualquer comportamento que indique submissão deve sim ser condenado veementemente.
Além do mais, o fato do nome da mandatária ter sido preterido, neste momento, em detrimento de outro, “mais leve”, não é motivo para se desencadear a ira, tamanha como ocorreu, domingo, na inauguração da Escola Infantil Vovó Dedé, quando se decretou a proibição em se entrevistar o cidadão recém convidado para o grupo petista.
E ai de quem desobedecesse...
Para quem busca o interesse da coletividade, o fortalecimento de um representa o fortalecimento de todos. Já os narcisistas não aceitam tal situação, forçam a barra mesmo na tentativa de fazer prevalecer seus escusos interesses.
Imaginem que, ao alvorecer desta segunda-feira, era divulgado um suposto convite, até então não confirmado, desta feita para que a chefe do executivo municipal fosse a segunda filiada da semana no PT local. Diga-se de passagem, não partiu de nenhum militante. Mas fazer o quê? Boato é boato. Cabe tão somente à firmeza do caráter de cada um, o repúdio a tais devaneios...
A situação é fácil de se entender: quem se apresenta como candidato à sucessão municipal, demonstra não concordar com a forma que vem sendo conduzido os destinos do município. Por quê? Por que ainda perdura em nossa legislação o instituto da reeleição.
É por isso, e só, somente só por isso, toda a celeuma criada. Tá explicado?
Agora, se naquele meio existisse, por menor que fosse, uma partícula de hombridade, seria declarado, por quem de direito, em um brado retumbante: “É PROIBIDO PROIBIR!”
Isto posto, lembrando que quem cuida da casa dos outros esquece da sua, é importante salientar que em um regime democrático como o que vivemos, assegura-se a todos o mesmo direito de reunir, debater questões de interesse da coletividade e organizar-se para apresentação de uma proposta alternativa à existente.
Por que não?











