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O Ex: Prefeito José Santana fez recentemente uma cirurgia delicada mas para alegria de uma imensa maioria da população voltou bem de saúde e está em recuperação. Os seus amigos e eleitores estão felizes, porque o GRANDE LÍDER está de volta. Uma boa parte das pessoas sentiram sua ausência, a casa de Zé estava sempre aberta para a população, e ele teve que fazer esse procedimento cirúrgico, sua família estava junto. O vice-prefeito Cláudio Santana esta sendo até criticado por uma minúscula minoria porque não sabem o que é FAMILIA, Cláudio estava rente com seu pai e algumas pessoas ventilou que ele estava sumido da cidade. Mais ele estava cuidando do GRANDE LÍDER, mesmo assim Cláudio estava também na cidade resolvendo assuntos do povo do município.

Os Municípios recebem nesta quinta-feira, 30 de dezembro, o repasse referente ao terceiro decêndio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de dezembro. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM0, Paulo Ziulkoski, informa que em valores líquidos, descontada a retenção do Fundeb, o montante é de R$ 1.196.949.640. Em valores brutos, incluindo a retenção do Fundeb, o montante é de R$ 1.496.187.050.
O mês de dezembro termina com um total de R$ 8,1 bilhões, valor que inclui o 1% adicional depositado em 10 de dezembro. O valor é 10% maior, em termos reais, que o mesmo período do ano passado. O último repasse é um pouco maior que o previsto pela Receita Federal no início do mês.
Nesta quinta-feira, a CNM divulga um balanço completo do FPM em 2010.

A sonda espacial Voyager 1, lançada há 33 anos, está perto da fronteira do Sistema Solar. A 17,4 bilhões de km de casa, a sonda é o objeto feito pelo homem mais distante da Terra e começou a identificar uma mudança nítida no fluxo de partículas à sua volta.
Estas partículas, emanadas pelo Sol, não estão mais se dirigindo para fora e sim se movimentando lateralmente. Isso significa que a Voyager deve estar muito perto de dar o salto para o espaço interestelar – o espaço entre as estrelas.
Edward Stone, cientista do projeto Voyager, elogiou a sonda e as incríveis descobertas que ela continua enviando à Terra. “Quando a Voyager foi lançada, a era espacial tinha apenas 20 anos de idade, então não era possível prever que uma sonda espacial pudesse durar tanto tempo”, disse ele. “Não tínhamos ideia do quanto teríamos que viajar para sair do Sistema Solar. Sabemos agora que em aproximadamente cinco anos devemos estar fora do Sistema Solar pela primeira vez”, completou.
A Voyager 1 foi lançada no dia 5 de setembro de 1977, enquanto sua sonda gêmea, a Voyager 2, foi enviada ao espaço pouco antes, em 20 de agosto de 1977. O objetivo inicial da Nasa era inspecionar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, uma tarefa concluída em 1989.
As sondas gêmeas foram então enviadas na direção do centro da Via Láctea. Abastecidos por suas fontes radioativas de energia, os instrumentos das sondas continuam funcionando bem e enviando informações à Terra, apesar de que a vasta distância envolvida significa que uma mensagem de rádio precisa viajar cerca de 16 horas.
As últimas descobertas vêm do detector de partículas de baixa energia da Voyager 1, que tem monitorado a velocidade dos ventos solares. Esta corrente de partículas carregadas forma uma bolha em torno do nosso Sistema Solar conhecido como heliosfera. Os ventos viajam a uma velocidade “supersônica” até cruzar uma onda de choque no encontro com as partículas interestelares.
Nesse ponto, o vento reduz sua velocidade dramaticamente, gerando calor. A Voyager determinou que a velocidade do vento em sua localização chegou agora a zero.
“Chegamos ao ponto em que o vento solar, que até agora tinha um movimento para fora, não está mais se movendo para fora; está apenas de movendo lateralmente para depois acabar descendo pelo rabo da heliosfera, que é um objeto com forma de cometa”, disse Stone, que é baseado no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena.
O fenômeno é a consequência do vento indo de encontro à matéria vinda de outras estrelas. A fronteira entre os dois é o fim “oficial” do Sistema Solar, a heliopausa. Uma vez que a Voyager passar por isso, estará no espaço interestelar.
Os primeiros sinais de que a Voyager havia encontrado algo novo apareceram em junho. Vários meses de coleta de novos dados foram necessários para confirmar a observação.
“Quando percebi que estávamos recebendo zeros definitivos, fiquei maravilhado”, disse Rob Decker, um pesquisador da Universidade Johns Hopkins que trabalha com o detector de partículas de baixa energia da Voyager. “Ali estava a Voyager, uma sonda espacial que tem sido um burro de carga há 33 anos, nos mostrando algo completamente novo mais uma vez”, completou Decker.

Os pesquisadores irão construir uma base espacial utilizando estufas para simular as condições atmosféricas do planeta vermelho
Uma parceria entre cientistas de várias partes do mundo pretende utilizar o deserto do Atacama, no Chile — considerado o local mais árido do mundo — para simular uma colônia em Marte. Os pesquisadores irão construir uma base espacial utilizando estufas para simular as condições atmosféricas do planeta vermelho. A construção receberá o nome de Centro de Pesquisas Lua-Marte e será um complexo científico, tecnológico e turístico.
De acordo com os pesquisadores envolvidos no projeto, o deserto do Atacama foi escolhido porque possui condições físicas muito semelhantes a Marte — a radiação solar e temperaturas são extremas e há baixa umidade e ventos fortes. A base será construída na mesma região do observatório internacional Chajnantor, situado a 5.150 metros de altura e cerca de 1.650 quilômetros ao nordeste de Santiago, capital chilena.
Em 2011, os primeiros laboratórios da 'colônia marciana' serão construídos utilizando a fuselagem de aviões do tipo Hércules, uma aeronave de transporte militar. Nesses laboratórios serão estudados, entre outros, micro-organismos denominados extremófilos, que sobrevivem em regiões extremas onde quase nenhum tipo de vida prospera, como vulcões e lagos extremamente salgados.
Não é a primeira vez que cientistas tentam simular as condições de Marte na Terra. Outras experiências foram realizadas no estado americano de Utah e na ilha Devon, situada no ártico canadense.
Entre os promotores do projeto estão a Nasa (agência espacial americana), Mars Society, Instituto SETI, agência espacial da China e mais de 40 empresas que já investem no setor. O local receberá visitas de representantes americanos e chineses entre março e abril de 2011.
Em oito anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe gastaram a simbólica quantia de R$ 154,4 milhões com festas e homenagens. De acordo com a Folha Online, a ONG Contas Abertas afirmou que no segundo mandato (2007 a 2010) os gastos foram de R$ 114 milhões, o dobro do que foi usado na época de Fernando Henrique Cardoso quando R$ 50 milhões foram desembolsados. A ONG afirmou também que o Ministério da Defesa (R$ 39,4 milhões) e o Itamaraty (R$ 39,4 milhões) foram os órgãos que mais gastaram com este tipo de despesa. O Ministério das Relações Exteriores justificou a “extravagância”, quando alegou que os recursos foram usados em eventos nas embaixadas brasileiras no exterior e em recepção de autoridades estrangeiras, o que reflete na política externa do governo petista.

Começou à meia noite desta terça-feira, 28, a cobrança de pedágio na BR-324, na praça do município de Amélia Rodrigues, no trecho Salvador-Feira de Santana. O movimento no pedágio é constante, formando filas de veículos pequenos, mas não chega a criar engarrafamentos. No primeiro dia de cobrança, os motoristas criticam as condições da estrada.
O técnico em Eletrônica Mário Xibuta considera a cobrança de pedágio errada. "Sou contra o pedágio em qualquer lugar do país. E aqui, alguns trechos da estrada ainda estão ruins", reclama.

A mesma opinião é acompanhada pelo motorista Carlos Alberto Silva, que trabalha realizando transporte entre as cidades da região. "Faço de três a quatro viagens por dia e vou ter que pagar o pedágio em cada uma delas. Pra mim ficou ruim", afirma.
Já o médico Carlos de Almeida aceita a cobrança, mas exige uma estrada em perfeito estado. "Cobrar o pedágio tudo bem, mas não com a estrada remendada do jeito que está", destaca.
De acordo com a concessionária Via Bahia, que administra o pedágio, o início da cobrança está de acordo com a Deliberação nº 3.608 da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, de 01 de dezembro de 2010, publicada no Diário Oficial da União em 17 de dezembro de 2010. Ainda segundo a empresa, apenas veículos oficiais e devidamente identificados estão isentos da cobrança.
As tarifas básicas no pedágio da BR-324 variam entre R$ 0,80 (motocicletas), R$ 1,60 (automóveis) até R$ 14,20 (caminhões).
Nas mesmas condições da BR-324, a cobrança do pedágio na BR-116, no trecho entre o município de Feira de Santana e o Estado de Minas Gerais, começou no último dia 7 de dezembro. Na BR-116, os preços estão entre R$ 1,40 (motocicletas), R$ 2,80 (automóveis) e R$ 24,90 (caminhões).
A Via Bahia informou, ainda, que o atendimento aos usuários das vias é realizado por meio dos telefones 0800-6000-324, para a BR-324, e 0800-6000-116 para a BR-116.
Fonte: www.atarde.com.br

Xanduca de Mané Gago
Tinha querença mais eu
Me vestia de abraço
Bucanhava os beiço meu
Era aquele tirinete
Parecia dois colchete
Eu in nela e ela in nêu.
No apolegar das tetas
Nos chamego penerado
Nas misturação das perna
Nos cafuné do molengado
Nos beijo mastigadinho
Nos açoite de carinho
Nós era bem escolado.
Era aquele tudo um pouco
Era aquela amoridade
Mas faltava na verdade
Sensação de friviôco
Um querer, uma pujança
Daquela que dá sustança
Na homencia do cabôco.
No dia que`u vi Santinha
Sobrinha do sacristão
O bangalô do meu peito
Se enfeitou feito um pavão
Foi quando esqueci Xanduca
Sem mágoa sem discussão
Pois vimos que nós só tinha
Uma paixãozinha mixa
Uma jogada de ficha
Uma piola de paixão.
Santinha é a indivídua
Que misturou meu pensar
Que me deixou friviando
Sem nem sequer me olhar
Matutinha aprincesada
Mulher de voz aflautada
Olhosa de se olhar
Fulô de beleza fina
É a tipa da menina
Que se deseja encontrar.
Mas Santinha é quase santa
Nem percebe o meu amor
Não tem na boca um pecado
Tem o beicinho encarnado
Pintado a lápis de cor
Só tem olhos pra bondade
Mas não faz a caridade
De enxergar um pecador.
Ah! se eu fosse um monsenhor
Um padre, um frei, um vigário
Eu achucalhava os sino
De riba do campanário
Eu abria o novenário
Eu enfeitava um andor
Botava ela impezinha
Feito uma santa rainha
Padroeira dos amor.
Arranjava um pedestal
Um altar um relicário
Chamava todas carola
Chamava todo igrejário
E dizia em toda altura
Com voz de missionário:
Oh! minha santa Santinha!
Tire este manto celeste
Saia deste relicário
Olhe pra mim e garanta
Que vai deixar de ser santa
Que`u deixo de ser vigário!

Jessier Quirino
Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas "daqui, ó!"
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.
Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.
No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.
Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
"Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.
Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando"
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.
E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com gola de tafetá.
Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.
Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.
No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.
Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.
Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.
Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.
Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.
Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
"— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!..."
Quando não querem a paquera
Mulheres falam: "Passando,
Que é pra não enganchar!"
"Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de "tudo X"
E sai dizendo "Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.
No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.
Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado

Sedutor, inventivo, culto, cosmopolita, generoso, amante do convívio dos contrários, Juscelino não gostaria de ser comparado a um chefe de governo falastrão, gabola, provinciano, que odeia leituras, inclemente com adversários, a quem culpa por tudo, e misericordioso com bandidos de estimação, a quem tudo perdoa. Ambos nasceram em famílias pobres, ultrapassaram as fronteiras impostas ao gueto dos humildes e alcançaram o coração do poder. Esse traço comum abre a diminuta lista de semelhanças, completada pela simpatia pessoal, pelo riso fácil e pela paixão por viagens aéreas. Bem mais extensa é a relação das diferenças, todas profundas, algumas abissais.
O pernambucano de Garanhuns é essencialmente um político: só pensa nas próximas eleições. O mineiro de Diamantina foi um genuíno estadista: pensava nas próximas gerações. Lula ama ser presidente, mas viveria em êxtase se pudesse ser dispensado de administrar o país. Bom de conversa e ruim de serviço, detesta reuniões de trabalho ou audiências com ministros das áreas técnicas e escapa sempre que pode do tedioso expediente no Palácio do Planalto. JK amava exercer a Presidência, administrava o país com volúpia e paixão ─ e a chama dos visionários lhe incendiava o olhar ao contemplar canteiros de obras que Lula visita para palavrórios eleitoreiros. Lula só trata com prazer de política. JK tratava também de política com prazer.
O país primitivo dos anos 50 pareceu moderno já no dia da posse de JK. Cinco anos depois, ficara mesmo. O otimista incontrolável inventou Brasília, rasgou estradas onde nem trilhas havia, implantou a indústria automobilística, antecipou o futuro. Cometeu erros evidentes. Compôs parcerias condenáveis, fechou os olhos à cupidez das empreiteiras, não enxergou o dragão inflacionário. Mas o conjunto da obra é amplamente favorável. Com JK, o Brasil viveu a Era da Esperança.
O país moderno deste começo de milênio pareceu primitivo no momento em que Lula ganhou a eleição. Seis anos e meio depois, ficou mesmo. As grandezas prometidas em 2002 seguem estacionadas no PAC. As estradas federais estão em frangalhos. A educação se encontra em estado pré-falimentar. O sistema de saúde é lastimável. A roubalheira federal atingiu dimensões amazônicas. Mas Lula está bem no retrato, reiteram os institutos de pesquisa.
Talvez esteja. Primeiro, porque milhões de brasileiros inscritos no Bolsa-Família são gratos ao gerente do programa que os reduziu a dependentes da esmola federal. Depois e, sobretudo, porque o advento da Era da Mediocridade tornou o país mais jeca, mais brega, muito menos exigente, muito menos altivo.
Fonte: www.veja.com.br
Nesta terça-feira, dia 21 de dezembro, os gestores municipais estarão parando suas atividades para participar da Paralisação Nacional nos Municípios, solicitando ao presidente Lula que não vete a divisão dos Royalties aprovada na Câmara. A mobilização é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que conta com o total apoio da UPB. É importante destacar que os serviços essenciais à população, como os de Saúde, não serão interrompidos.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski acredita que o ato pode sensibilizar Lula. “O presidente tem um histórico de parcerias construídas com os Municípios nos últimos anos. Não acreditamos que ele termine o seu mandato com essa atitude que prejudique milhares de Municípios”, afirmou.
O presidente da UPB, Roberto Maia, ressalta a importância de participar dessa paralisação em favor da aprovação do Projeto de Lei que redistribui os Royalties. "Temos que mostrar a sociedade e a imprensa que estamos defendendo os interesses coletivos, e que são essenciais para os municípios", declara.
Governador Mangabeira está mais feliz!!!
José Santana, de volta a luta!
O grande líder político do Recôncavo Baiano, José Santana, que na última semana foi submetido a cuidados médicos, retornou ao seu querido município de Governado Mangabeira. Zé Santana, como é carinhosamente chamado pelos seus amigos, conterrâneos e liderados, está se recuperando e já demonstra que voltou mais forte do que nunca. Os mangabeirenses estavam ansiosos para o retorno de Zé Santana, até porque, todos sabem o quanto ele é importante para orientar, atender e cuidar dos amigos. Nos dias que Zé estava ausente, a Rua Cezar Martins não era a mesma, a casa fechada, traduzia a tristeza daqueles que buscam o apoio do único político na região que atende 24 (vinte e quatro) horas a todos que o procuram, sem nunca se esconder ou evitar falar com o povo. É por isso que nas duas vezes que exerceu os mandatos de prefeito, Zé Santana foi reconhecido e ainda hoje é lembrando como o Prefeito do Povo.
Parabéns, Zé, seja bem-vindo!
Acesse: http://nordesteinforma.com.br
O senador eleito por Minas, Aécio Neves (PSDB), assumiu na noite desta quarta-feira (15), um discurso de líder da oposição durante o governo da presidente eleita Dilma Rousseff. Na cerimônia "Os Brasileiros do Ano", organizada pela Editora Três, Aécio disse que assumirá o cargo de senador em fevereiro para provar que "política e ética não são incompatíveis". Ele citou frase do ex-governador mineiro Milton Campos durante o evento, segunda a qual Minas sempre terá um palco de chão limpo onde homens de bens possam se encontrar.
"É com esse sentimento e essa inspiração que eu chego ao Senado da Republica e chegarei, senhora presidente, em Brasília, a partir de fevereiro", disse Aécio a uma plateia formada por empresários, políticos e artistas. "Acreditando sempre que política e ética não são incompatíveis. Ao contrário, devem caminhar como irmãs siamesas pelo bem do Brasil", disse o tucano.
Mais uma vez de dirigindo à presidente eleita, Aécio afirmou que faria uma profissão de fé na política. "Mas na boa política, na política que consegue transformar verdadeiramente a vida das pessoas. A política feita com generosidade em que os adversários não se consideram inimigos e em que os construtores de pontes sejam muito mais fortes que aqueles que teimam em dinamitá-las."

Os Prefeitos convocados para a mobilização da Confederação Nacional de Municípios (CNM), que ocorreu nesta quarta-feira, 15 de dezembro, decidiram por unanimidade que haverá uma mobilização nacional nos Municípios brasileiros na próxima terça-feira, 21 de dezembro. Decidida durante a mobilização O Encerramento do Exercício de 2010 e os Recursos Financeiros nos Municípios, que ocorreu no auditório Petrônio Portela, no Senado Federal.
Com o objetivo de reinvidicar a distribuição dos Royalties do petróleo e apelar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que não vete o projeto. Os prefeitos pretendem paralisar os serviços municipais, salvo os serviços de saúde. O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, pediu aos mais de mil prefeitos presentes que se unam, e que as entidades estaduais dêem apoio e respaldo aos Municípios. Ziulkoski defendeu que é importante que os prefeitos estejam comprometidos com a decisão que foi tomada.

A Câmara Federal aprovou na noite desta terça-feira (14) a emenda constitucional que prorroga por tempo indeterminado o Fundo Nacional de Combate e Erradicação da Pobreza. A vigência do fundo, responsável por programas como o Bolsa Família, terminaria no dia 31 de dezembro de 2010. Agora, emenda será promulgada em sessão do Congresso. Idealizado pelo falecido senador Antonio Carlos Magalhães, ele foi criado pela emenda 31, de 2000, com o objetivo de "viabilizar a todos os brasileiros acesso a níveis dignos de subsistência". Para isso, são previstas ações suplementares de nutrição, habitação, educação, saúde, reforço de renda familiar e outras.
Em discurso pouco antes da aprovação da vigência permanente do fundo, o deputado ACM Neto (DEM) defendeu a aprovação da proposta e pediu quorum para a votação. "Quando neste país ainda não se falava em Bolsa Família, em auxílio para a educação e para a saúde e em vale-gás, o senador Antonio Carlos Magalhães, então presidente do Congresso Nacional, deu início a um amplo debate com toda a sociedade sobre a necessidade de pautar, prioritariamente entre as discussões nacionais, o combate à pobreza. Lembro-me muito bem de que foi no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso. O senador Antonio Carlos procurou fazer um debate suprapartidário e buscou o apoio do então presidente do PT, hoje presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva", lembrou Neto.
Neto afirmou que a criação do fundo foi "um marco na história recente de apoio à população mais carente do país". "Repito que esse tema não era objeto das discussões prioritárias do Congresso Nacional. Mas, de repente, uma primeira medida foi alcançada, e o fundo foi criado na Constituição, ainda que com caráter provisório. De lá para cá, devido a seu sucesso, e ao que ele permitiu — a criação de uma larga rede de amparo social ainda no governo Fernando Henrique Cardoso — , começamos a presenciar conquistas importantes, como a criação do Bolsa Escola. Depois, o governo Lula unificou e ampliou uma série de benefícios iniciados no passado, de modo que hoje temos o Bolsa Família, uma conquista da população mais carente do Brasil".
ACM Neto lembrou que a proposta que torna o fundo permanente foi apresentada pelo senador ACM Júnior (DEM). "O Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza teve início neste Congresso Nacional. A rede de amparo social começou aqui no Congresso Nacional. É uma conquista que perpassa governos, algo que nenhum partido poderá comprometer. Por quê? Porque hoje é uma conquista do povo brasileiro", ressaltou.