terça-feira, 28 de setembro de 2010

Está no Blog de Albano: QUEM TEM AMIGO TEM TUDO

Caro Presidente, Vereador Albano Fonseca,

Gostaria de levar meu abraço de congratulações e solidariedade pelo excelente trabalho que você vem desenvolvendo em nossa Gov. Mangabeira. Sinto-me honrado em ser filho desta querida terra ao perceber que existem homens como você se dedicando e até pagando com a liberdade, na luta por uma cidade mais justa, mecanismos de controle para salvar vidas e transparência na aplicação dos recursos públicos. Esteja certo que este episódio, sua prisão, só fortalece e dignifica sua luta e seu caráter. Deixemos para os imbecis, arrogantes, oportunistas e desonestos o nosso desprezo, tratamento adequado para aqueles que representam a banda podre em nossa cidade. Não adianta, existe uma diferença muito grande entre o "Querer ser, do poder ser" Você faz parte de uma escola que "Pode ser", ignore aqueles que "Querem ser" mas que falta-lhes o básico: princípios, decência e postura.

Forte abraço,
Neomar Dias

COISAS ASSIM, ME DÁ FORÇAS PARA CONTINUAR !!!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CORAGEM DE LUTAR PARA DEFENDER O SEU POVO

Ao Exmo. Sr. Vereador e Presidente da Câmara Municipal de nosso município, ao homem público com relevantes serviços prestados à nossa população, ao bom filho, bom irmão, bom amigo e bom pai de família Albano Fonseca, apresento a minha solidariedade, a minha indignação e o meu repúdio aos tristes fatos ocorridos na tarde deste domingo, quando V. Exa. foi vítima de um falso testemunho de dois elementos cujo comportamento não temos como classificar, induzindo ao erro um policial que se mostrou despreparado para a ocasião quando, se deixando levar pelos dois alcagüetes, comete um ato que desrespeita o povo mangabeirense, esse povo que elevou V. Exa. à condição de seu legítimo representante na Câmara Municipal.

Mas quero dizer a V. Exa. e à sua família que um constrangimento como aquele ao qual o senhor foi submetido, na frente de sua esposa, filhos e amigos, não vai abalar a excelente imagem de homem público e de cidadão construída ao longo de todos esses anos e tantos serviços prestados em nossa terra.

Quanto aos alcagüetes, sugiro ao amigo que faça como eu, inclua os dois em suas orações, pedindo a Deus que tenha misericórdia dessas pessoas e que toque em seus corações, pois são elementos tão inconseqüentes que, se soubessem dar valor ao significado da palavra FAMÍLIA, teriam um maior cuidado com o que seus atos podem provocar no próprio seio familiar.

domingo, 26 de setembro de 2010

Governador Mangabeira - 50 anos de história


Em 2012 Governador Mangabeira completará 50 anos.
Ajude-nos a contar essa história!
Nosso e-mail: claudiosantana45@gmail.com
video

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Deu no site do PMDB

E aqui não temos preconceito ou temor em publicar, até por que todos sabem que nosso candidato é Paulo Souto


Geddel é aclamado em Governador Mangabeira

em 17/09/10 às 11:11h
Geddel aclamado ao chegar no comício

Geddel aclamado ao chegar no comício

A traição da prefeita Domingas da Paixão não sensibilizou a população de Governador Mangabeira, no Recôncavo. O candidato ao Governo do Estado pela coligação A Bahia Tem Pressa, Geddel Vieira Lima (PMDB), lotou a Rua Agnaldo Viana Pereira, no Centro da cidade, durante comício realizado na noite desta quinta-feira (16). A prefeita, que enfrenta processo de expulsão na Comissão de Ética do PMDB por ter passado a apoiar outro candidato, apareceu em vídeo, num telão, elogiando e agradecendo a Geddel, mostrando o peemedebista como um político trabalhador e sem preconceitos.

Em um dos vídeos, a prefeita se refere a Geddel como “o homem que me ajudou, com a coragem de quem resolveu subir no palanque de uma empregada doméstica”. O outro vídeo mostra que, seis meses depois, ela acusou Geddel por crime de racismo, logo após o partido abrir o processo de cassação, com base na Lei da Fidelidade Partidária, dias após ela anunciar apoio a Jaques Wagner, principal adversário do PMDB na atual disputa eleitoral.

governador-mangabeira_034

“A senhora prefeita, quando resolveu trair o PMDB, alegou que sou racista. E ela disse que eu a tinha agredido porque ela é mulher, negra e ex-doméstica. Edvaldo Brito, esse grande negro que me acompanha nessa jornada, filho de lavadeira e pedreiro, é o exemplo que quero que meus filhos tenham”, disse o peemedebista, sob o aplauso das mais de 10 mil pessoas que assistiram ao comício.

Geddel enfatizou que nos três anos em que esteve à frente do Ministério da Integração Nacional, do Governo Lula, não fez distinção para liberar recursos a qualquer município e que, em relação à Governador Mangabeira, liberou R$ 3,8 milhões, sendo que R$ 1 milhão foi liberado no início da sua gestão, destinados a recuperação de casas de famílias de baixa renda. Em julho passado, foram liberados recursos para recuperação de estradas vicinais e outras obras no município.

“Fiz a minha obrigação como homem público. Não fui desleal e nem vim aqui hoje agredir ninguém”, disse o ex-ministro.

governador-mangabeira_016

O ex vice-prefeito do município Marcelo Pedreira (PP), que recepcionou Geddel com uma grande festa, disse que foi muito bom reencontrar moradores e comerciantes na praça pública com a mesma esperança de que Governador Mangabeira será grata e fará Geddel governador no dia 3 de outubro.

“A vida de um homem público se mede pelo compromisso de ética, igualdade e respeito. Apoiamos Geddel porque ele foi leal ao povo daqui. Projetamos um futuro melhor para a nossa cidade e o nosso Estado com alguém que sabe tirar as obras do papel”, ressaltou Pedreira, destacando ainda que, na cidade, a propaganda tem sido forte e mentirosa, como faz o governo do Estado: “Nunca se destruiu, perseguiu e se desorganizou tanto em tão pouco tempo. Se alguém aqui é racista, é a atual prefeita da cidade. Ela vai de encontro a diversas pessoas que caminharam ao seu lado, e acabaram traídas”.

Indignado com a acusação de racismo contra Geddel, Edvaldo Brito lembrou que foi o candidato a governador do PMDB que o trouxe de volta à política: “Há dois anos, Geddel me fez seu companheiro de jornada, garantiu a eleição para a Prefeitura de Salvador e encheu a cidade de obras. Tenho certeza que ele mais uma vez será vitorioso”.

governador-mangabeira_018

Para o senador e candidato á reeleição César Borges (PR), nenhum outro candidato ao governo tem conseguido reunir tanta gente nos comícios: “O governador do Estado só consegue fazer carreata. Além disso, nos palanques de Geddel sempre estão presentes prefeitos, ex-prefeitos, muita gente em quem confiamos para elegê-lo governador da Bahia”.

Também durante o comício, Geddel recebeu uma homenagem de três crianças moradoras do município. Uma delas, Rafaeli da Hora dos Santos, 8 anos, foi quem leu palavras de carinho para o candidato, enquanto lhe entregava um ramos de flores. “Queremos que você seja o governador da Bahia”, enfatizou. Luana Fonseca, 10 anos, filha do presidente da Câmara Municipal, Albano Fonseca, também participou da entrega do presente.

O comício encerrou uma vasta programação que começou com uma caminhada em Simões Filho, seguida por milhares de pessoas. Depois, a comitiva participou de uma carreata em São Gonçalo dos Campos. Geddel foi recebido com uma grande festa. Moradores e comerciantes saíram às ruas para lhe saudar e dizer que votarão nele no dia 3 de outubro.

governador-mangabeira_045

Participaram da programação do peemedebista os prefeitos de Anguera, Mauro Vieira (PMDB); Cabaceiras do Paraguaçu, Romildes Machado (PMDB); Conceição do Almeida Adailton Campos Sobral (PMDB); Antonio Cardoso, Maria Angélica Lopes de Carvalho (PMDB); Ipecaetá, Aílton Souza Silva (PMDB); os ex-prefeitos de Governador Mangabeira, Anatelis Ferreira de Almeida (PP); Saubara, César Jambeiro (PMDB); Cabaceiras do Paraguaçu, Aurino Machado (PMDB); os vice-prefeitos de Cabaceiras do Paraguaçu, Almir Ribeiro Santana; Cruz das Almas, Dr. Raimundo Jean (PMDB); o ex vice-prefeito de Cabaceiras do Paraguaçu, Paulo André Braz Silva (PRP), os candidatos a deputado estadual Carlos Ubaldino de Santana (PSC), Evandro da Silva Araujo (PPS) e Edgar Cravo (PMDB); o candidato a deputado federal Ezequiel Florêncio Pinheiro (PSC), o presidente da Câmara de Governador Mangabeira Albano Fonseca e o presidente do PPS estadual, George Gurgel.

sábado, 18 de setembro de 2010

À deriva

Por Dora Kramer *

É o que dá o Congresso despir-se de suas prerrogativas, a oposição não funcionar, a sociedade se alienar, a universidade se calar, a cultura se acovardar, o Ministério Público se intimidar e a Justiça demorar a decidir: perde-se a referência do que seja certo ou errado.

Chega-se ao ponto de uma testemunha dizer com todos os efes e erres que uma quadrilha de traficantes de influência funciona a partir da Casa Civil da Presidência da República e que a segunda pessoa na hierarquia, substituta da ministra hoje candidata a presidente do Brasil, intermediava contatos mediante o pagamento de R$ 40 mil mensais.

Foi essa quantia que o consultor Rubnei Quícoli disse ao jornal Folha de S. Paulo que o filho e o afilhado da ministra cobraram dele para “apressar” a liberação de recursos do BNDES.

Antes disso, a revista Veja já apresentara outro caso – menos contundente até – de venda de influência na Casa Civil, com a mesma família da mesma Erenice Guerra, até ontem ministra e, na época da transação denunciada agora, secretária executiva e braço direito de Dilma Rousseff.

Se Dilma não sabia quem era Erenice, trabalhando com ela desde o Ministério de Minas e Energia, e se Erenice não sabia o que faziam seus parentes é ainda pior. Duas ineptas a quem se pode enganar facilmente, sendo que uma delas se dispõe a dirigir a República, a fazer escolhas estratégicas e a se responsabilizar por milhares de contratações.

Quando se trata de escândalos é arriscado falar em superlativos. Sempre pode haver um maior e um mais grave no dia seguinte. Mas o governo habitualmente dá um jeito de encerrar o assunto, jogar a sujeira para debaixo do tapete de maneira a tornar tudo banal e absolutamente sem importância diante dos benefícios que recebem os mais pobres, o crédito dos remediados e as benesses dos mais ricos.

Será udenismo, farisaísmo, tucanismo, direitismo ou golpismo considerar grave a Casa Civil – o gabinete mais importante da República depois do presidencial – ser o centro de três escândalos, um pior que o outro, no período de seis anos?

No primeiro, em 2004, descobriu-se que o braço direito do ministro era dado à prática da extorsão; foi filmado pedindo propina a um bicheiro. Waldomiro Diniz foi demitido “a pedido” e nada mais aconteceu.

No segundo, em 2007, descobriu-se que fora produzido na Casa Civil um dossiê com os gastos de Fernando Henrique e Ruth Cardoso para chantagear a oposição na investigação sobre gastos da atual Presidência. Um funcionário de baixo escalão foi devolvido ao “órgão de origem”.

Na época, a desfaçatez chegou ao ponto de a então ministra Dilma Rousseff dizer que telefonara para se desculpar com a ex-primeira-dama e que fora uma boa conversa. Ruth, falecida pouco depois, não desmentiu Dilma em público, mas nem houve pedido de desculpas nem a conversa foi cordial.

No terceiro, em 2010, é o que se vê e ouve. Erenice Guerra, era mais do que evidente, precisava sair para preservar a candidatura de Dilma e acalmar a grita. Não fosse a proximidade da eleição, a amiga Erenice continuaria sendo defendida como foi até horas antes de aparecer uma testemunha da tentativa de extorsão e enterrar os argumentos sobre golpes, factoides e armações.

Mesmo que seja verdadeira a inverossímil versão de que ela redigiu uma nota de resposta sem consultar nenhum capa preta do palácio, Erenice apenas seguiu o exemplo que vem de cima e carregou nas tintas eleitorais como tem mandado o figurino.

O governo fez uma conta de custo benefício e, pelo jeito, achou que sairia mais barato afastá-la. De fato, por pior que seja a repercussão e por mais que a demissão evidencie o fundamento das denúncias, a manutenção da acusada no cargo seria injustificável. Haveria três problemas: rebater as acusações, defender a ministra e explicar o que ela ainda estava fazendo na chefia da Casa Civil.

A respeito do impacto eleitoral, assim como no caso das quebras de sigilo na Receita Federal, este é o aspecto menos relevante, embora seja de espantar a indiferença geral. É que a eleição passa, o Brasil continua e toda conta um dia é cobrada.

* Dora Kramer é colunista de O Estado de S. Paulo.

domingo, 12 de setembro de 2010

Governador Mangabeira - 50 anos de história

Em 2012 Governador Mangabeira completará 50 anos.
Ajude-nos a contar essa história!

Nosso e-mail: claudiosantana45@gmail.com


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Democracia é isso!

A respeito da mensagem postada por: É o 13 ou não é?! em 08/09/2010, quero dizer que nada temos contra o Governador Jaques Wagner, e apenas por esse motivo é que minha mãe estava na porta de casa, como imagino que diversas outras pessoas tenham também saído à porta de suas casas, para saudar, sim, o governador, assim como aconteceu quando da passagem da caravana de Paulo Souto há poucos dias atrás. Quanto a opção de voto, todos sabem que nossa linha política é outra, não temos por hábito trair o grupo ao qual pertencemos e por isso vamos votar em PAULO SOUTO 25, até por que ninguém fez mais por nossa cidade do que ele.

Vale lembrar que, nem sempre, o apoio recebido pode ser traduzido em votos. É possível que a rejeição a um mandatário municipal seja tão grande que a população não se sinta estimulada a votar no candidato apresentado por essa pessoa, reduzindo assim a margem de votos pretendida pelo mesmo.

De toda sorte, agradeço a você que, ao que parece, deixou de ouvir o que seu candidato tinha a dizer para dedicar sua atenção para conosco. Certamente você já teve ter lido aqui alguns comentários meus a respeito dessa senhora que hoje está prefeita de nosso município e sabe que não concordamos com os desmandos que vem ocorrendo em nossa cidade, motivo pelo qual nos afastamos dela.

Acredito também que grande parte da população não esteja tão satisfeita assim, por que senão haveria mesmo TANTA GENTE ALEGRE NAS RUAS DA CIDADE quanto você gostaria.

Um abraço e obrigado por nos prestigiar.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Câmara cassa prefeito de Igrapiúna

Depois de instalar em julho passado uma Comissão Especial de Inquérito, a Câmara de Vereadores de Igrapiúna cassou ontem o mandato do prefeito José Edmundo Seixas Dócio (PR) sob a alegação de desvio de verbas. Em seu lugar, assumiu Kelly Souza, vice. (Portal do Baixo Sul)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Meus amigos serão, sempre, MEUS AMIGOS!

Tomado por um sentimento, em parte, de grande felicidade, cuja dimensão não saberia descrever nas poucas palavras que conheço, em uma noite fria e chuvosa, e com praça completamente lotada, fomos recebidos calorosamente pela multidão que desde cedo esperava a chegada da nossa candidata Maria Luiza Carneiro - Deputada Estadual e ACM Neto - Deputado Federal.

Não, não falo em dezenas de milhares de pessoas, até por que não era a quantidade de gente ali presente que interessava, porém, antes mesmo que os agourentos ensaiem dizer por aí que não havia ninguém saibam que, mesmo se lá estivesse apenas um dos amigos que temos, a felicidade seria a mesma, pois todos os outros estariam, por esse único, bem representados.

E assim, num misto de felicidade e tristeza, pude perceber na multidão os vazios que outrora eram preenchidos por aqueles que, hoje com o coração apertado, sofrem em silêncio a dor de não poder compartilhar conosco desse momento de tamanha alegria e nem tampouco de expressar suas angústias, que passam também a ser nossas, pois amigo é aquele que comemora junto e também sofre junto.

Mas nunca se deixe curvar diante de uma adversidade. Por mais fria e chuvosa que seja a noite, não temas, crê somente que amanhã será um novo dia.

Enquanto isso, nós, cada vez mais, temos a felicidade de dizer:

Meus amigos serão, sempre, MEUS AMIGOS!

domingo, 5 de setembro de 2010

Governador Mangabeira - 50 anos de história

Em 2012 Governador Mangabeira completará 50 anos.
Ajude-nos a contar essa história!

Nosso e-mail: claudiosantana45@gmail.com

sábado, 4 de setembro de 2010

Você se lembra de mim?

Nossa singela homenagem nesta data em comemoramos o aniversário da maior expressão política que a Bahia já conheceu!


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Tribuna da Bahia: Lúcio nega intimidação ao prefeito

O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, disse à Tribuna da Bahia que, ao expor a decisão de pedir a expulsão da prefeita do município de Governador Mangabeira, o partido quis apenas defender a questão da fidelidade partidária. “Adotamos esse mesmo posicionamento em 2008, quando o PMDB e o PT ainda eram aliados e o prefeito de Cachoeira, que integrava nossa legenda, se manifestou amigo de Paulo Souto e disse que não apoiaria Wagner (governador)”, lembrou.

Questionado sobre se o fato seria um recado ao prefeito João Henrique, o dirigente peemedebista negou. “Essa determinação não visa intimidar ninguém. Trata-se apenas de um princípio partidário, que também deve ser observado durante o período de campanha para as eleições”, enfatizou.

Lúcio defendeu o posicionamento apresentado por Geddel e disse que não houve a intenção “de atacar ninguém”. “O que foi dito é que, apesar de estarmos no mesmo partido, não exercemos influência direta na administração”, restringiu.
A reportagem procurou o prefeito João Henrique e o secretário de Comunicação do município, mas eles não foram encontrados. Através de sua assessoria de imprensa, a deputada Maria Luíza afirmou que não iria comentar o assunto.

Tribuna da Bahia: Ameaça de expulsão seria recado para João

A declaração do candidato ao governo do estado Geddel Vieira Lima (PMDB) sobre o “afastamento político” do prefeito João Henrique (PMDB), além de ter confirmado os desgastes da relação, consolidada com êxitos nas eleições de 2008, criou um clima de tensão no Palácio Thomé de Souza nos últimos dias.

A decisão da Executiva Estadual do PMDB em recorrer ao Conselho de Ética ameaçando de expulsão os peemedebistas “infiéis”, a exemplo da prefeita de Governador Mangabeira, Domingas da Paixão, tem sido apontada como um alerta ao prefeito de Salvador, que não estaria envolvido o bastante com a campanha de seu partido ao governo. Conforme circula nos bastidores, o recado seria de que o prefeito deve ter cuidado ao declarar apoio ao governador Jaques Wagner (PT), em preferencial, ou a Paulo Souto (DEM), uma vez que sua esposa Maria Luíza faz dobradinha com o democrata, candidato a federal, ACM Neto.

O secretário geral do PMDB, Antônio Almir Santana Melo, inclusive, deixou claro em entrevista à Tribuna da Bahia que a Resolução de número 03/2010 diz que: “Todos os filiados do PMDB deverão respeitar os candidatos escolhidos na convenção, inclusive participando da campanha, vedando o apoio direto ou indireto a candidatos que não sejam da coligação”. Pessoas próximas ao chefe do Executivo municipal e dirigentes do partido negam o clima de desentendimento e possíveis consequências.

Segundo fontes que não quiseram ser identificadas, o empenho do prefeito apenas na campanha da primeira–dama, a deputada estadual Maria Luíza (PSC), e sua presença ao lado dos democratas teriam incomodado a cúpula peemedebista, que não vê mais com “confiança” a parceria com o alcaide. Seria ainda um dos motivos de insatisfação, a aproximação do casal com o governador petista - candidato à reeleição e principal adversário de Geddel.

Comentários indicam também que o prefeito estaria em busca de um novo abrigo partidário – o que comprova a crise entre os correligionários. O chefe do Executivo estaria a apontar insatisfações, sendo influenciado diretamente pelos posicionamentos da esposa, que confirmou há alguns meses sua aversão política ao ex-ministro da Integração Nacional. Nos planos de João Henrique é sinalizado o desejo de conseguir a presidência de uma legenda menor – tendo como estratégia a permanência nos holofotes - já que ficará dois anos sem mandato, quando deixar a Prefeitura.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tribuna da Bahia: PMDB quer mandatos de prefeitos infiéis

A Executiva Estadual do PMDB agiu rápido junto ao seu Conselho de Ética para pedir a expulsão da prefeita de Governador Mangabeira, Domingas da Paixão, alegando infidelidade partidária. A prefeita declarou apoio à reeleição do governador Jaques Wagner (PT) e, inclusive, compareceu ao comício da Praça Castro Alves, com o Presidente Lula e a candidata à Presidência, Dilma Rousseff, na semana passada. Contudo, o partido, que já suspendeu a gestora por 60 dias até o julgamento da questão, quer ainda a perda do seu mandato pelo mesmo motivo. Para tanto, recorre à Resolução Nº. 03/2010, que diz: “Todos os filiados do PMDB deverão respeitar os candidatos escolhidos na convenção, inclusive participando da campanha, vedando o apoio direto ou indireto a candidatos que não sejam da coligação”.

Segundo o secretário geral do PMDB, Almir Melo, é com base nesta resolução que o partido vai requisitar o mandato da prefeita Domingas, tão logo se concretize a sua expulsão pelo Conselho de Ética. “Independente disso, no Art. 10, inciso 8º do Estatuto, diz que desobediência às questões do partido, apoios a candidato diverso do adotado pelo órgão partidário competente é motivo da perda do mandato”.

Almir Melo informou ainda que a denúncia de infidelidade cometida pela prefeita foi entregue ao presidente do Conselho de Ética, no dia 26 de agosto, que no dia seguinte a encaminhou para o relator. “O relator acatou a denúncia e determinou a suspensão da prefeita por 60 dias até concluir o processo de julgamento. Os membros do Conselho de Ética julgaram procedente o parecer do relator e a prefeita foi notificada no dia 31 (ontem), mas ela não aceitou”, frisou Melo. “Estamos concluindo o prazo que foi determinado para proceder a sua expulsão”, acrescentou.

Informado de que o prefeito de Riachão do Jacuípe, Lauro F. Carneiro (PMDB), também havia anunciado o seu apoio à reeleição do governador Jaques Wagner, e indagado se o partido adotaria a mesma medida em caso de novas infidelidades, o secretário Melo respondeu: “Tantos quanto cometerem infidelidade serão expulsos”.

No entanto, o advogado especialista em Direito Eleitoral, Ademir Ismerim Medina, embora considere que a infidelidade partidária seja um motivo justo para a expulsão da prefeita, acha difícil a perda do seu mandato pela mesma causa. “O partido pode requerer o seu mandato, mas o Tribunal é que vai decidir.

Acho que ela não perderá o mandato, porque isso não está previsto na lei”, colocou. “Agora, como se trata de um ato de infidelidade explícito, ela deverá travar uma luta grande na Justiça”. Ismerim disse ainda que, “do ponto de vista moral, ela não poderia apoiar outro nome, tendo o PMDB candidato, mas isso no Brasil não é levado mais em conta”. Como alternativa, o advogado sugeriu outra pena. “Eu aplicaria uma suspensão da filiação. Assim, ela ficaria sem condições de disputar a próxima eleição”.

A vergonha de uma expulsão é só pra quem tem, enquanto outros ficarão satisfeitos.